8 de março é o Dia Internacional da Mulher: Conheça as Pioneiras da histórias.

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Na solidão do laboratório, no anonimato de um pseudônimo masculino ou na sombra do sucesso de seus colegas homens: a história das primeiras mulheres que dedicaram suas vidas à ciência.

Alguns de seus estudos e descobertas chegaram aos nossos dias com nomes e sobrenomes como Ada Lovelace, Grace Hopper ou Marie Curie. Outras são famosas exclusivamente em seus respectivos campos de pesquisa, apesar de suas descobertas serem reconhecidas em todo o mundo. A estrutura da dupla hélice do DNA, os genes “saltitantes” capazes de transitar entre diferentes cromossomos, os chips microeletrônicos ou os processadores de texto são apenas alguns exemplos.

A história está repleta de heroínas anônimas. Conheça algumas dessas mulheres que deixaram seu rastro na história da ciência.

Marie Anne Pierrette Paulze (1758-1836), esposa e auxiliar de Lavosier. Traduzia para o marido e os intelectuais da época os artigos que eram publicados em inglês, sueco e latim, línguas nas quais era fluente. Além disso, ela foi responsável pela publicação de algumas deste importante químico obras após sua execução durante a Revolução Francesa. Muito provavelmente, sem a sua intervenção Lavosier teria tido maiores dificuldades para elaborar as teorias que o consagraram como “pai da química moderna”, dada sua dificuldade com línguas, notadamente o inglês. É importante lembrar que suas observações e hipóteses baseavam-se e se contrapunham a diversos autores ingleses, como Richard Kirwan, um dos maiores defensores da teoria do flogisto (EAGLE, 1998).

Jane Haldimand Marcet (1769-1858). Ela desenvolveu um papel importante no desenvolvimento da química enquanto ciência. O que foi possível graças a sua formação baseada em filosofia, astronomia, matemática, química, música e dança (FARIAS, 2005). Jane, logo ao se casar com o médico suíço Alexander Marcet, começou a escrever textos de divulgação científica. Dentre seus textos, destaca-se Conversations on Chemistry, onde a autora brilhantemente descreve aspectos da química em linguagem simples. Usando para tanto um diálogo onde três mulheres tomam parte: Mrs. B., Caroline e Emile. Sendo dentre elas, a primeira a mais experiente, e a responsável por explicar os fenômenos químicos às outras que a questionam. Nessa obra, o livro didático mais popular do século XIX (ROSENFELD, 2001), Jane Haldimand Marcet demonstra uma preocupação com a necessidade de vincular o ensino de química à atividade prática.

Almira Lincoln Phelps (1793-1884), professora e autora de diversos livros didáticos, que apresentava em seus escritos um papel fundamental para a atividade prática dentro do ensino-aprendizagem da química. Além disso, demonstrava uma preocupação com as ilustrações em seus textos, pois compreendia que em muitos casos os estudantes não teriam acesso a atividades práticas, necessitando, portanto de gravuras para apoiar a interpretação do texto científico.

Marie Sklodowska Curie (1867-1934) foi à primeira mulher a obter o título de doutora em Física pela Sorbonne, a primeira professora de física desta Universidade, a única pessoa a receber dois prêmios Nobel em áreas distintas: um em Física no ano de 1903 (juntamente com seu marido Pierre Curie e Henry Becquerel), e outro em Química, 1911, pelas suas contribuições a essa ciência ao descobrir os elementos rádio e polônio. Enquanto ícone de cientista bem sucedida, dentro de um ambiente marcadamente masculino como era então o ambiente científico, representa o rompimento com a premissa de que as mulheres não podiam ascender ao conhecimento das ciências exatas e naturais. Seu papel chega a ser determinante até mesmo no futuro profissional de seu marido, que mesmo já possuindo pesquisas consolidadas em outras áreas migra para o estudo da radioatividade a partir dos avanços obtidos por Marie durante o desenvolvimento de sua tese (MARTINS, 2003).

Irène Joliot-Curie (1897-1956), que também foi agraciada com seu esposo, Jean Frederic, terem sido os primeiros a sintetizarem isótopos radioativos . Irène possuiu desde cedo uma formação científica esmerada, tendo como professores, sua mãe e os amigos do casal Curie (FARIAS, 2005 b), proeminentes cientistas da época. Química de formação, Irène dedicou-se a estudar fenômenos subatômicos e de radioatividade, chegando a produzir o primeiro isótopo radioativo do fósforo.

Fonte de pesquisa: A HISTÓRIA DE SETE MULHERES NA QUÍMICA
Autores: NUNES, Albino Oliveira; SANTOS, Anne Gabriella Dias; SOUZA, Francisco das Chagas Silva; OLIVEIRA, Valéria Regina Carvalho de.

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